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Ensaios-poéticos

- 08Ago2013 18:09:00

Um abraço fraterno a todos os amigos que me visitam e deixam palavras de amizade, desde 2007. No dia 14 de Junho de 2013 o meu blog completou 6 anos. Beijinhos e bem-hajam!



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2013/08/um-abraco-fraterno-todos-os-amigos-que.html

RUGAS QUE AGITAM A MEMÓRIA - 20Abr2013 19:51:00
Sempre o passado, velho como um retrato, nas memórias de momentos achados que agora batem à porta e contam, de fugida, a tua e a minha história. A lembrar, sempre a lembrar que houve um presente por nós passado. E eu a deixar que o vazio da visita tome conta de mim, enquanto embrulho lágrimas num lenço de seda, com paciência, para as deixar deslizar em casa. Eu que me abstenho de viver fora dessas paredes porque me custa tanto ouvir?

Por isso, pelas desculpas que amealho, um dia ou outro, na razão mais sóbria ou na mais esquinada da minha alma fico, suficientemente, risonha na disciplina deste ?jogo? das nossas vidas prometendo que o futuro vai começar já amanhã, longe de todas as rugas que agitam a memória.

Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2013/04/rugas-que-agitam-memoria.html

CORAGEM - 29Set2012 10:10:00
A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas ? com teologia, conceitos, palavras, teorias ? e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem. O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo ? mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula ? ela é astuta. O coração nunca calcula nada. - Osho -


Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/09/coragem.html

Equilíbrio - 12Set2012 18:47:00

Que faço aqui no silêncio do castelo
Severo e prolongado?
Porque perco o riso dos dias
No sossego disciplinado
Repetindo a rotina harmoniosa
Que me insulta?
Porque não encontro
O amealhar do esquecimento
Neste canto equilibrado?

Quando aceito a vinda de alguém
Esbarro na ausência d?emoção
Na contagem dos afectos
Calo o desejo
E adormeço à procura de um sonho

Pensamento miserável?

Manuela Fonseca





Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/09/equilibrio.html



Um abraço fraterno a todos os amigos que me visitam e deixam palavras de amizade, desde 2007. Beijinhos e bem-hajam!

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/07/o-meu-blog-fez-5-anos-no-dia-14-de.html

Talvez... - 06Jul2012 17:33:00

...talvez um dia, te volte a beijar como me ensinaste.
...talvez um dia, te volte a ver, com a dor que essa imagem acarreta.
...talvez um dia, o teu olhar me volte a falar das coisas achadas que nunca se perderam, no tempo.
...e, talvez um dia, me falte o amor para dar lugar às melhores memórias da minha vida.
...Talvez, um dia...
Manuela Fonseca


Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/07/talvez.html

Tenho apenas dois pertences - 20Jun2012 10:11:00

Tenho apenas dois pertences:

A concha onde guardo as minhas lágrimas.

Onde me apoio, um cajado que por mais voltas que dê
não me leva a nenhum lado.
E sobre os ombros o peso de tanto trabalho
em forma de manta, que me serve de agasalho.

Angelina Andrade

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/06/tenho-apenas-dois-pertences.html

Na ponta da memória - 15Jun2012 16:28:00

É como se tivéssemos crescido juntas, porém, um dia ela saiu pela porta das traseiras e eu saí pela porta da frente.

No jardim, nunca mais nos reencontrámos. Cada uma de nós seguiu o caminho da outra...

Quase todas as janelas eram quase todas as portas da casa.

De que tínhamos medo? Que os pássaros mudassem de árvores e não mais voltassem a voar.


Trinta anos depois...


Continuamos a desgastar a estrada do mesmo Universo que nos uniu.

O medo já não nos pertence e os pássaros continuam lá...a voar.



Manuela Fonseca

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/06/na-ponta-da-memoria.html

Angústia de Mortais - 15Mai2012 17:30:00


Dueto: Natália Canais Nuno/Manuela Fonseca



Debandam pássaros em alvoroço

Rezo meu rosário de contas

Ato a vida p'las pontas

Sopra o vento, não o ouço!



Canteiros de flores e besouros

A fragância da terra molhada

Há risos e sufocados choros

A hera sobrevive à geada

Meu rosto já sem idade

Esconde-se nos dias sempre iguais

Ah...coração, que tenacidade!

Teu bater nunca é demais.



Acorrem a avisar-me...

Que sou sombra duma lenda!

Hão-de os pássaros lembrar-me

Já que Poeta...não há quem entenda.


Depois de eu morrer

Então sim, é a valer

Até as beatas perdidas

Que ? juro ? nunca fumei

Serão pedaços de alquimias

Herança que vos deixei



Depois de eu morrer

E do poema se fartar

De contar e escolher

Lendas de encantar

Rezarás contas de ler

Forçadas para rimar



Depois de eu morrer

Hão-de ouvir dizer

A palavra foi de génio

As aves voaram amor

E a morte lhe dará prémio

Outro brilho, nova cor.



14/05/2012

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/05/angustia-de-mortais.html

Lua triste - 12Mai2012 15:03:00

Se eu te pudesse dizer



O que sinto em cada depois



A cor que o céu derrete



Em cada noite de lua triste



Trazias-me o lugar dos olhares



Pela estrada das praias vazias







Se eu me pudesse recuar



Para o tempo de ontem



E por ele chegar-me a ti



Rodarias o ferrolho da porta



Por entre a fiada das acácias do outono



Seguindo a lua minguante convexa







Escuto-te sem te saber



E trago-te (em) olhares de magia



Com as preces que inundas de cores



Estradas vivas de alegrias.



Não recues nem recuses



Que o tempo também pode ser



Paragem de pensamento



E o amor um lamento



De quem asfixia o vento



Dá-me a mão de lua cheia



Que o caminho é cor do céu



Inventa-te na amizade alheia



Nessa ternura de véu



Diáfano de sorrisos doce



Na transparência de lua triste



Existe um choro precoce



Em todos os corações que sentiste.







Dueto: Anamar/Manuela Fonseca



12/05/2012

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/05/lua-triste.html

CORRUPÇÃO - 17Abr2012 20:15:00

Dentro de uma estrada mística



De buracos preliminares



Aconteceu o percurso vazio e rasgado



Trânsito ausente



De sinais e semáforos







Andei os quilómetros do Futuro



Com sapatos de Ontem



Tropecei nas zebras relevantes



E atirei-me para debaixo



Das rodas quadradas



De um veículo vermelho e perverso







Mais tarde?







No asfalto verde nojento



Ficou a cor imunda da alma



Numa desconhecida poça



De indiferença e desprezo.





Manuela Fonseca

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/04/corrupcao.html

Pedaços de vida... - 06Abr2012 15:29:00

Com a mão trémula, desviei a cortina da janela de madeira escura e vi aquelas crianças na rua a jogarem à bola com a mesma alegria com que tu me beijavas o rosto, ao chegares a casa. O meu sorriso, igualmente trémulo, estava hoje emoldurado pelas rugas vincadas do tempo. A minha respiração embaciava o vidro quadrado da janela, única passagem que me restava para o mundo exterior. Com um gritinho de felicidade deixei a cortina deslizar, ajeitando-a até onde podia. Rodei a cadeira de rodas na direção do nosso casamento, pendurado há sessenta anos, na parede da sala de jantar. Como eras belo! O teu olhar apaixonado ofuscava a pureza do meu vestido de noiva.

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2012/04/pedacos-de-vida.html

- 01Set2011 16:05:00

Quando as pessoas decidem sair dos seus acomodados casulos ou labirintos aprendem a ser o que sempre foram: seres humanos fragilizados. Não existem pessoas, completamente, corajosas. Todos escondemos os nossos medos atrás de cortinas pesadas que arrastamos durante uma angústia existencial que muita gente estende num divã de psicanálise, quase sempre inútil.

Manuela Fonseca

Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/09/quando-as-pessoas-decidem-sair-dos-seus.html

- 07Jul2011 14:27:00

Nunca esqueças quem foste. Mas se, por acaso, esqueceres, procura-te no mais profundo da tua alma. E se não te encontrares lá é porque deixaste o coração, algures, num lugar escuro e frio onde perderás o teu tempo a tentares achar-te na pessoa que já não coabita com o teu Ser.

Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/07/nunca-esquecas-quem-foste.html

Feliz Aniversário! - 14Jun2011 20:08:00


O meu cantinho de poesia e outras palavras que vou rabiscando em horas maiores, hoje festeja o seu 4º aniversário!
Agradeço a todos os amigos que me vão acompanhando, sentadinhos no meu sofá virtual :)
Obrigado e um beijinho a todos, de coração!



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/06/feliz-aniversario.html


Os meus pés nus acrescentam sorrisos
À púrpura do caminho que percorro
Em gestos afagados de ternura
Asas de anjo vestidas de arganaz
Palmilho os anos de uma vida a crescer
E na esquina de cada passo
Deslizo o amor que me acompanha
Em sentido único.

Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/04/os-meus-pes-nus-acrescentam-sorrisos.html

A QUINTA FASE DA LUA - 04Abr2011 08:28:00

Atravessei o vale da noite

Com a alma pendurada no olhar

O sorriso amarrado à cintura

Nas pernas o tombo do cansaço

De quem bebia à volta do prato

E picava as migalhas

Sob um convite lunar

Quando os cabrões me deixaram

Os restos mortos de um planeta

Meditei-me na intensa escuridão

Sobre o sossego espaçado

Da quinta fase da lua

Insanidade profetizada

A erigir bandeiras

De palavras prostitutas


Isenta de afectos

Reapareci-me

Nessa quinta fase

De uma lua ignorada

Efeitos colaterais

De Lugares Santos.


Manuela Fonseca




Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/04/quinta-fase-da-lua.html

Um dia, fui ninguém... - 25Mar2011 18:19:00

O mundo só existe para quem pode comer pão barrado com alegria que se solta dos sorrisos cúmplices das gentes simples.
Aperto os ombros com saudades de mim em tempo de passados eternizados por um divã, onde o sono me apanhava antes de o sonho me atingir a alma.
Recordo-me, vagamente, de ser tão sozinha quando brincava com as conchas da sopa que a minha mãe fazia.

Sinto saudades do que nunca tive.
Lembro-me da casa da minha sogra, em Travancinha. Tinha um postigo por cima do lava loiça e eu levantava a cortina de chita já velhinha, sorrindo ao verde da erva ali pousada. Às 6h da tarde espreitava as ovelhas por esse mesmo postigo, com a felicidade de saber que elas existiam, fingindo que estavam ali só para mim. Era uma casa tão pequenina mas onde me sentia tão bem.
Nunca mais a verei?

Lembro-me do prato antigo onde a minha mãe deitava a farinha Amparo e de como eu o rapava, feliz! Eu era feliz, mesmo sentindo aquela solidão que me frisava o olhar quando levantava a cabeça e via em cima do móvel as bonecas proibidas de mexer.

Um dia, fui ninguém?
Ninguém, continuo a ser?

Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/03/um-dia-fui-ninguem.html

Conheço... - 16Fev2011 20:46:00

Conheço o que digo.
Conheço o que sinto.
Conheço o que faço.
Sou íntima do meu sorriso.

Mas não conheço o meu caminho...
Estou cansada de aprender-me.

Manuela Fonseca




Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/02/conheco.html

O amor traiu-me! - 27Jan2011 19:48:00

O amor andava nas esquinas
Silencioso
A enganar-me o coração
Espreitava-te ao virar da curva
De cada vez que o olhar o abafava

Caminhava no meu vagar
Sem me deixar a descoberta do conforto
Ao ver-te
Como o sentimento forte de ter chegado a casa

O amor traiu-me
Num dia de Inverno
Aquele dia em que dividimos as nossas fontes
E eu caí dentro da tua alma
Sem saber que te amava?

Zanguei-me com esta paixão
Empurrei o cupido culpado
E continuo a sentir-me traída
Por mim própria
Pelos sentimentos
Pelos olhares
Pelos abraços
E pelo beijo que sempre tarda
E nunca chegará.

Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2011/01/o-amor-traiu-me.html

Feliz Ano Novo - 2011 - 28Dez2010 13:56:00


Que o Novo Ano 2011 traga muita paz e esperança unidas à saúde, a todos os amigos
deste meu cantinho.
Beijinhos de amizade,
Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2010/12/feliz-ano-novo-2011.html


Boa tarde Manuela

Adorei o encontro no passado dia 16 de Outubro. As suas palavras emocionaram-me como há muito já não acontecia, porque vivemos sobretudo num mundo, onde as pessoas são indiferentes umas às outras, provocando o aniquilamento de qualquer diálogo.

E ali naquele espaço onde as palavras e os sentimentos fizeram uma ponte nasceu uma realidade diferente, onde o diálogo, a partilha e a amizade tiveram primazia.

Espero reencontrá-la de novo no lançamento do seu livro, e, ou, noutras oportunidades.

Vou-lhe enviar o poema que lhe dediquei. Grata pela sua atenção e amizade.

Cordiais cumprimentos

Paula Costa




"Breve brisa

que acaricia

as copas

das árvores

que derivam

ao sabor

de sentimentos

alheios

Breve poder

estar sem pressas

aproveitando

o momento

enriquecido

pelo esplendor

único do mundo

construtivo

embalador

nas horas de sossego."

15/10/2010


Este poema é para lhe agradecer o encontro onde as palavras ganharam dimensão


O encontro foi surpreendente

As suas palavras ecoaram

no coração de cada um

na emoção sentida e vivida

na alma do subtexto

onde o rio flúi

onde a água

em todo o seu conjunto

é derramada

num grande oceano

de profundas harmonias

proliferadas

no principio do bem-estar

É importante que assim seja

para que possa haver

o equilíbrio no mundo.


18/10/2010

Paula Costa

(Paula, grata por este carinho e amizade.
Retribuídos com toda a minha ternura!
Beijinhos e um longo abraço
Manuela Fonseca)



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2010/10/minha-bussola-da-amizade-e-feita-de-um.html

Filho da Lua - 18Out2010 08:21:00

Que poderei eu fazer

A não ser deixar queimar o medo

Em fogo secreto que acendo

E calar este silêncio na cor da noite

Dizimar horas que me separam

Em distâncias baloiçadas

Abandonadas


Talvez um dia escale a sua montanha

A mais íngreme do mundo

Deixar que o vento me rasgue

Sorrisos rasteiros

Onde escorreguem solidões

Por penhascos agrestes

Contemplando a península estendida até Lisboa

Prateada


Se eu pudesse dizer

O que sinto agora

Se eu soubesse achar o caminho

Do Filho da Lua

Os seus pensamentos irrequietos

Na travessia do Tejo

Seria a autora do seu destino


Se eu soubesse andar para trás

Subir aos calvários e trazer nas mãos

O calor do olhar da Filha da Terra

Como num livro que tivesse escrito

Sentada nas estrelas de um jardim céltico

Perdido e encontrado

Nos olhos que vi



Ah, Filho da Lua

Se eu soubesse?

Manuela Fonseca




Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2010/10/filho-da-lua.html

As Duas Faces do Sonho - 11Set2010 19:17:00

Sentas-te à beira do caminho
Que atravessa a minha aldeia
Pela alvorada
Vês-me sair com o rebanho
Para o Outeiro
Levando na mão o cajado
Que é maior do que eu
E no coração
Os meus sonhos de infância?

Quando passo rente a ti, sem te ver
Decifras no meu olhar
Algo que me é indecifrável
Observas-me o corpo
Pequeno e robusto
Desprovido de graça e beleza
Movendo-se com pressa
A caminho do Outeiro

? Que levará ela no pensamento?
Coisas sonhadas
E o sonho de que algum dia as viverá?
Ela que não tenha ilusões?
As coisas sonhadas são só sonhos
Retardados e amarelados pelo Tempo.
As que nós, um dia, viveremos
Essas sim, serão as realidades
Parecidas com os nossos sonhos? ?

Eu sei?

E pelo caminho
Ouves-me assobiar uma cantiga semelhante
À que a tua mãe canta à noite
Ao adormecer o teu irmão.
Não estou contente nem triste.
Para mim, a Vida não tem mais sentido
Do que aquele que eu lhe dou

Sento-me na pedra lisa do Outeiro
Sem pensar que ela existe
E o que vejo todos os dias
Todos os dias é como se o visse
Pela primeira vez.
E o meu rebanho
Que pasta sem conhecer outro Outeiro
É feliz por isso?

Por não conhecer outro Outeiro.

Manuela Fonseca



Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2010/09/as-duas-faces-do-sonho.html

Não te detenhas em mim - 28Ago2010 19:19:00



Não te detenhas em mim
Deixa apenas que me enrosque
No teu sofá verde água
E poise o rosto no teu colo
Sentindo as tuas mãos
Deslizarem pelo meu cabelo
Que escorrega sem pressa
Descobrindo os meus ombros
Despidos de sedas orientais

Um dia?

Visitar-te-ei todas as noites
Sem nunca me veres
Mas sempre me sentirás.

Manuela Fonseca


Fonte: http://ensaios-poeticos.blogspot.com/2010/08/nao-te-detenhas-em-mim.html